Concurso Casa da Mulher Indígena tem inscrições prorrogadas até 15/04

As inscrições para o Concurso Público Nacional de Ideias de Arquitetura para a Casa da Mulher Indígena (CAMI) foram prorrogadas. O novo prazo para inscrições vai até o dia 15 de abril. Já o envio das propostas pode ser feito até 29 de abril. A iniciativa busca selecionar propostas voltadas ao acolhimento, à proteção e ao enfrentamento da violência contra mulheres indígenas em diferentes territórios do país.

O concurso é promovido pela Universidade de Brasília (UnB), por meio do Laboratório Mulheres, Arquitetura e Território da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-UnB), a partir da demanda do Ministério das Mulheres, com organização do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Distrito Federal (IAB-DF).

A premiação total soma R$ 95 mil, além da contratação da equipe vencedora para o desenvolvimento dos projetos executivos, no valor de R$ 772.869,47, em parceria com a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec). O segundo e o terceiro lugares receberão, respectivamente, R$ 30 mil e R$ 15 mil.

Voltado aos profissionais com registro ativo no Conselho de Arquitetura e Urbanismo, o concurso propõe o desenvolvimento de estudos preliminares para a implantação de seis unidades da Casa da Mulher Indígena, distribuídas pelos biomas brasileiros (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa) com prioridade para territórios com maiores índices de violência contra mulheres indígenas.

Um dos diferenciais da iniciativa é a exigência de que as equipes sejam compostas por, pelo menos, uma mulher indígena, na busca de garantir maior aderência cultural às propostas. Também há recomendação explícita para a participação de mulheres arquitetas e urbanistas, especialmente como responsáveis técnicas. Além disso, os grupos devem contar com ao menos um consultor indígena, com formação ou experiência comprovada na área.

A proposta do concurso vai além da concepção arquitetônica e busca promover uma reflexão sobre espaços de acolhimento e reparação, o que também considera as especificidades culturais e territoriais dos povos originários. A Casa da Mulher Indígena integra uma política pública voltada à prevenção e ao enfrentamento das violências estruturais e inclui aquelas relacionadas ao racismo.

Mais informações e o edital completo estão disponíveis em: https://concursocami.org.br/.


*com informações do CAU/BR

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