Em 2026, completam-se dois anos desde o chamamento total dos arquitetos e urbanistas aprovados no concurso público da Caixa Econômica Federal, encerrando uma espera de mais de uma década para profissionais aprovados no certame regido pelo Edital nº 1/2012. A conquista tornou-se um marco histórico para a categoria e simboliza a força da mobilização coletiva conduzida pela Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) ao longo de 12 anos de atuação política, institucional e jurídica.
A luta teve início ainda em 2012, quando a Federação ingressou com ação judicial solicitando a garantia de contratação dos profissionais aprovados no concurso da Caixa. Desde então, a entidade passou a defender continuamente a ampliação e recomposição dos quadros técnicos da empresa pública, argumentando que havia necessidade concreta de arquitetos e urbanistas para atender às demandas ligadas à habitação, planejamento urbano e políticas públicas desenvolvidas pela instituição.
Ao longo dos anos, a FNA manteve a pauta ativa em reuniões com representantes da Caixa, articulações institucionais e manifestações públicas, reforçando a necessidade de equilíbrio entre os quadros de arquitetos e engenheiros da empresa. A reivindicação também se sustentava na importância estratégica da atuação técnica desses profissionais em programas habitacionais e projetos urbanos de interesse social.
O avanço decisivo ocorreu em dezembro de 2023, quando a FNA assinou um acordo que garantiu o chamamento inicial de 100 arquitetos, urbanistas e engenheiros aprovados no concurso público. O anúncio representou uma das maiores vitórias da categoria nos últimos anos e deu início ao processo efetivo de contratação dos profissionais que aguardavam convocação há mais de uma década.
Paralelamente às negociações, a campanha “Mais Arquitetos na Caixa” fortaleceu a mobilização sindical em torno da pauta. A iniciativa buscou ampliar a visibilidade da luta coletiva e destacar a importância da presença de arquitetos e urbanistas nos quadros da Caixa Econômica Federal, especialmente diante dos desafios urbanos e habitacionais enfrentados pelo país.
Em 2024, a mobilização ganhou ainda mais relevância no contexto das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. Na ocasião, a FNA solicitou celeridade no chamamento dos profissionais gaúchos aprovados no concurso, ressaltando a necessidade da atuação técnica de arquitetos e urbanistas em processos de reconstrução, planejamento e recuperação das cidades atingidas.
O desfecho positivo veio em agosto de 2024, quando a Federação celebrou a efetiva contratação dos profissionais aprovados, consolidando uma vitória construída ao longo de 12 anos de persistência e organização coletiva. O resultado demonstrou a importância da atuação sindical e institucional na defesa dos direitos dos trabalhadores e da valorização profissional da arquitetura e do urbanismo no Brasil.
Dois anos depois, a conquista segue sendo lembrada como exemplo da força da mobilização da categoria e da importância do serviço público para a promoção de políticas sociais. A presença de arquitetos e urbanistas em órgãos públicos é fundamental para garantir planejamento urbano qualificado, acesso à moradia digna, desenvolvimento sustentável e cidades mais justas. Mais do que exercer funções técnicas, esses profissionais cumprem um papel social estratégico, atuando diretamente na formulação de políticas públicas e na defesa das necessidades e direitos da população brasileira.
Foto: Secretaria de Comunicação Social/Tribunal Superior do Trabalho
