Censo reúne dados e indica discrepância entre sindicatos

Os sindicatos filiados à Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) apresentam grande discrepância entre si, com variação de grau de associação, condições estruturais e arrecadação. A conclusão faz parte do Censo dos Sindicatos, apresentado neste sábado (6/12) durante o 49º ENSA pelo arquiteto e urbanista Luciano Surek, representante do Paraná. Segundo dados compilados junto às lideranças dos estados, a maioria dos sindicatos apresentou redução de arrecadação ao longos últimos anos. “Há uma discrepância muito grande em diferentes questões, como arrecadação, filiados, realização de negociações coletivas”, pontuou.

Um dos apontamentos a ser avaliado é o que leva os profissionais aos sindicatos. Segundo o Censo, o maior fator de atração são os benefícios concedidos, sendo os planos de saúde a principal razão. “A gente se pergunta que público está atraindo? Esses associados entram para sindicato pelo plano de saúde e depois saem. É algo que não reflete em contribuição nem em participação”, alertou. Importante ferramenta de gestão dos sindicatos, o Censo deve ser utilizado pelos diferentes estados para definição de estratégias de sustentabilidade futura.

Coordenando a mesa, a arquiteta e urbanista Dânya Silva frisou que o trabalho buscou ouvir e abrir espaço para novas ideias e jovens profissionais que queira participar. “A ideia é que a juventude que está atuando junto ao movimento sindical fique em evidência e, com isso, se estimule a renovação”, disse.

O evento conta com patrocínio da Caixa Econômica Federal, apoio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul (CAU/RS) e Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, por meio do gabinete da deputada estadual Stela Farias (PT).


Foto: Carolina Jardine

Rolar para cima