Lei do Salário Mínimo completa 90 anos

Na data em que se comemoram 90 anos da entrada em vigor da Lei do Salário Mínimo Profissional, criada por iniciativa do então presidente Getúlio Vargas, a Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), enquanto entidade sindical e filiada a Central Única dos Trabalhadores (CUT), reafirma a importância dessa ferramenta como instrumento básico de distribuição de renda e de garantia mínima profissional e social dos trabalhadores e trabalhadoras. “O salário mínimo é uma conquista histórica da classe trabalhadora e segue sendo um pilar fundamental para enfrentar as desigualdades estruturais do país. Para a FNA, defender o salário mínimo é também defender a valorização profissional, o trabalho digno e a possibilidade concreta de que todos os trabalhadores tenham condições reais de viver com dignidade.”, salienta Andréa dos Santos, presidente da FNA. 

Neste ano, o novo salário mínimo teve um reajuste de 6,79%, um aumento de R$ 103, passando para o valor de R$ 1.621. A FNA ainda reforça a necessidade de manutenção e ampliação do piso salarial e a luta sindical pela valorização da lei.  “Isso se faz essencial para garantir a valorização profissional e o respeito à lei, e só se concretiza com organização, mobilização e luta sindical permanente.”, conclui Andréa.

Ao completar nove décadas de vigência, a Lei reafirma seu papel central na construção de uma sociedade mais justa, solidária e menos desigual. A Federação segue comprometida com a defesa desse direito histórico, pois entende que a valorização do salário mínimo fortalece não apenas os trabalhadores e trabalhadoras, mas também o desenvolvimento econômico e social do país.

Arquitetura e Engenharia são infraestruturas de soberania nacional: é nelas que o país transforma trabalho técnico em escolas, hospitais, moradia, saneamento, mobilidade, energia, indústria, proteção ambiental e adaptação climática. O desafio do presente é enfrentar a precarização que empurra a categoria para a informalidade, para a pejotização, para a concorrência predatória por menor preço e para contratos que desrespeitam atribuições, jornadas e remuneração, enfraquecendo a segurança das obras e o interesse público.

A luta sindical segue firme pelo cumprimento do piso, por critérios de contratação que privilegiam qualidade e responsabilidade técnica, por carreiras e condições dignas tanto no setor público quanto privado. Assumir salário digno é fomentar uma política de Estado que compreenda que construir dignidade para os trabalhadores é construir um Brasil mais justo.

Foto: Brenda Rocha Blossom / iStock

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