FNA apoia greve e defende valorização profissional para fortalecimento da Caixa

A Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) manifesta apoio aos empregados da Caixa Econômica Federal, que estão em greve desde 10 de setembro, e defende a retomada de uma negociação capaz de garantir direitos, melhores condições de trabalho e a valorização dos profissionais que atuam na instituição. A FNA entende que a valorização dos profissionais hoje à frente da instituição – em especial os arquitetos e urbanistas – é um passo importante na valorização da Caixa como instrumento de políticas públicas e soberania nacional.

A mesa de negociação entre a Caixa e as entidades representativas dos trabalhadores foi retomada nesta semana, após a mobilização da categoria. Entre as reivindicações dos empregados estão a efetivação de um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e melhorias nas condições de trabalho, no Saúde Caixa, no programa Super Caixa e no atendimento nas agências físicas.

A valorização do papel dos arquitetos e urbanistas na Caixa Econômica Federal como agentes de democracia e direito à moradia digna é uma das bandeiras da FNA. Entre as ações realizadas ao longo dos anos está ação judicial, movida em 2012, que acompanha a situação dos profissionais aprovados em concursos da instituição. Em 2023, essa mobilização resultou em um acordo no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para o chamamento de 100 arquitetos, urbanistas e engenheiros. Atualmente, a FNA segue vigilante, acompanhando o processo seletivo que prevê 36 vagas imediatas e 108 para cadastro de reserva para arquitetos.

A atuação de arquitetos e urbanistas na Caixa tem relação direta com áreas estratégicas para o desenvolvimento urbano e social. Seu trabalho se conecta a programas e políticas que dependem de capacidade técnica para serem implementados, como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV), o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e outras iniciativas desenvolvidas em parceria com governos estaduais e municipais. O fortalecimento das equipes técnicas, portanto, é parte das condições necessárias para que essas políticas avancem e cheguem à população.

Para a FNA, garantir condições dignas de trabalho, valorizar as carreiras técnicas e assegurar uma negociação efetiva são medidas que dizem respeito não apenas aos trabalhadores, mas também à capacidade da Caixa de cumprir sua função social. A entidade defende que o diálogo entre a instituição e seus empregados avance na construção de um acordo que preserve direitos e fortaleça as condições necessárias para que a Caixa Econômica Federal cumpra de forma plena com sua função social e contribua para a execução das políticas públicas e o pleno exercício da democracia no Brasil.

Foto: Luísa Zelmanowicz

Rolar para cima