Arquitetas e urbanistas na linha de frente pela construção de cidades mais justas

Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) reafirma seu compromisso com a luta por igualdade de gênero, valorização profissional e pela construção de cidades mais justas, inclusivas e democráticas.

As mulheres têm presença cada vez mais significativa na arquitetura e no urbanismo brasileiros. Hoje, elas representam parcela expressiva dos profissionais formados na área e atuam em diversos campos: no planejamento urbano, no projeto arquitetônico, na pesquisa, no ensino e na gestão pública. Ainda assim, seguem enfrentando desafios históricos, como desigualdade salarial, menor acesso a cargos de liderança e a sobrecarga do trabalho de cuidado.

No campo da arquitetura e do urbanismo, a luta das mulheres também se conecta diretamente com o direito à cidade, afinal, as desigualdades urbanas atingem de forma ainda mais intensa mulheres, especialmente aquelas que vivem nas periferias, que dependem do transporte público, que enfrentam trajetos inseguros ou que acumulam jornadas de trabalho remunerado e doméstico.

Pensar cidades mais justas passa, necessariamente, por incorporar o olhar e a experiência das mulheres no planejamento urbano. Isso significa projetar espaços públicos mais seguros, garantir mobilidade acessível, ampliar políticas habitacionais e fortalecer o acesso da população à moradia digna.

A Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas tem historicamente atuado na defesa da valorização profissional, das condições dignas de trabalho e do papel social da arquitetura e do urbanismo. Nesse contexto, a luta das mulheres também se expressa na organização sindical, na construção coletiva de políticas públicas e na defesa da democracia.

Neste Dia Internacional da Mulher, a FNA reforça que a transformação das cidades e da sociedade passa pela participação ativa das mulheres, pelo enfrentamento às desigualdades e pelo fortalecimento das lutas coletivas.

Mais do que uma data simbólica, o 8 de março é um momento de reafirmar compromissos e seguir avançando na construção de um país com justiça social, igualdade e cidades pensadas para todas e todos.


Foto: Judy Wroblewski

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