Foi lançado o Concurso Público Nacional de Ideias de Arquitetura para a Casa da Mulher Indígena (CAMI), iniciativa que busca criar um equipamento público voltado ao acolhimento, proteção e enfrentamento da violência contra mulheres indígenas no Brasil. O concurso é promovido pela Universidade de Brasília (UnB), por meio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-UnB) e do Laboratório Mulheres, Arquitetura e Território, requerido pelo Ministério das Mulheres e organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Distrito Federal (IAB-DF).
A proposta da CAMI parte de uma perspectiva reparatória, interseccional e territorializada, reconhecendo as violências estruturais herdadas do colonialismo, do racismo e da histórica negação de políticas públicas aos povos originários. Mais do que um espaço físico, a Casa da Mulher Indígena pretende ser um ambiente seguro e simbólico, que respeite as culturas, os territórios, as línguas e os saberes tradicionais das mulheres indígenas.
O projeto arquitetônico deverá apresentar capacidade de adaptação a sete territórios prioritários: os seis biomas brasileiros, Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa, além do território Yanomami. A flexibilidade e a adequação aos diferentes contextos ambientais e culturais serão critérios centrais na avaliação das propostas.
As bases do concurso foram construídas a partir de um amplo processo participativo, que incluiu oficinas com mulheres indígenas de diversas regiões do país, lideranças femininas e representantes de órgãos públicos como o Ministério das Mulheres, FUNAI, SESAI e o Ministério dos Povos Indígenas.
As inscrições para submissão das propostas arquitetônicas estão abertas até o dia 19 de março. Todas as informações sobre o concurso, incluindo edital, cronograma e critérios de avaliação, estão disponíveis no site concursocami.org.br.
