COP30 será espaço de debate sobre futuro sustentável

Entre os dias 10 a 21 de novembro, a cidade de Belém (PA) irá receber a COP30, principal fórum internacional em que quase todos os países do mundo negociam como responder à crise climática. Na prática, reúne governos, sociedade civil, setor privado, cientistas e outros atores para debaterem temas como mitigação de emissões, adaptação aos impactos do clima, financiamento climático, perdas e danos e soluções baseadas na natureza.

Com apoio da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), o coletivo Arquitetos pela Moradia estará no evento entre os dias 14 a 20 com participação em mesas na Zona Azul, na Cúpula dos Povos, Zona Verde, além de realizar a distribuição da carta assinada pelos profissionais que aborda a lei de Athis como instrumento para concretizar o direito à moradia digna, em movimento em defesa da Assistência Técnica.

Diferente das duas conferências anteriores, realizadas em Dubai e no Azerbajão, a edição de 2025 terá participação popular em todas as ações e manifestações. Para o arquiteto e urbanista, Raimundo Nonato, que vive em Belém, uma cidade da Região Norte do país receber esse evento é algo muito simbólico, por ser um local que sofre com a exploração natural e, portanto, sofre diretamente as consequências do descaso com a natureza. “Olhando para a visão local, Belém do Pará pertence à Região Norte, que sempre sofreu com a extração de matéria-prima para o resto do Brasil e para o mundo. É uma região que sente os efeitos climáticos e que sofrerá ainda mais se a situação não for corrigida com urgência, gerando reflexos nas áreas urbana e rural e afetando os povos tradicionais.”

Segundo a presidente da FNA, Andréa dos Santos, a COP30 será um marco não apenas para as decisões políticas globais sobre o clima, mas também para o modo como pensamos e projetamos nossas cidades. “A participação da população e dos profissionais de arquitetura e urbanismo é essencial nesse processo, porque é nas cidades que os efeitos da crise climática se manifestam de forma mais direta. Precisamos ocupar esse debate com propostas concretas e com a escuta ativa das comunidades. A construção de um futuro sustentável passa pelo planejamento urbano, pela habitação social e por uma visão integrada entre meio ambiente, território e justiça climática”, finaliza a dirigente sindical. 

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