Neste sábado (25/10), o coletivo Arquitetos pela Moradia realizou uma live para debater Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social no Brasil e como ela pode ser instrumento essencial na justiça socioambiental. Com apoio da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), Centro Sócio-Pastoral Nossa Senhora da Conceição, Observatório Metropolitano ODS, Escritório Popular de Arquitetura Porta e Janela, Coletivo Ideias Urbanas, Rede ODS Brasil, Planos Urbanos Arquitetura e Urbanismo e Kopa Coletiva Arquitetura Popular, a transmissão foi realizada pelo canal do YouTube da FNA e pode ser conferida na íntegra: https://www.youtube.com/live/hFaY7HpFRTc.
Durante a abertura, a presidente da FNA, Andréa dos Santos, abordou a necessidade de debater a temática. “A FNA é parceira desse debate para que ele só cresça. Esse debate não tem dono. O dono desse debate é a sociedade brasileira.”
A dirigente também relembrou que a Athis está em diversos campos de trabalho da Arquitetura e Urbanismo. “Esse manifesto tem que mostrar a força dos arquitetos, arquitetas e urbanistas. Todas as entidades, hoje, dentro das suas áreas de atuação, defendem a Assistência Técnica, seja lá na comunidade, ou no retrofit no centro da cidade.”
A arquiteta e urbanista Cláudia Pires, que está à frente do coletivo Arquitetos pela Moradia, reforçou a importância do papel social dos profissionais, frisando que o trabalho vai além de projetos no papel. “Projeto não é desenho, não é parafuso, não é tijolo. Projeto é o esforço intelectual que estrutura territórios. Projeto não é luxo!”
No encontro, também foi debatida a popularização da arquitetura, levantando o questionamento sobre existir espaço para a expansão do diálogo sobre Athis. “Precisamos ser mais coesos. Somos arquitetos, independentemente da bandeira que carregamos, e precisamos mostrar isso ao governo”, disse o arquiteto e urbanista, Filemon Tiago.
O vice-presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), e fundador da Senior Consultoria, Carlos Augusto Abreu, destacou que a função dos profissionais nesse debate é o fomento. “Na verdade, a nossa função é de fomentar a Athis, essa é a questão fundamental.”
Andréa aproveitou o momento para relembrar que o 49º Encontro Nacional dos Sindicatos de Arquitetos e Urbanistas (ENSA) também será espaço para abordar Athis frente às mudanças climáticas. “Uma das temáticas que a gente trará no ENSA de Porto Alegre é a questão do papel do arquiteto que faz Assistência Técnica nas mudanças climáticas. Como debatemos isso e em quais condições. Esse debate é fundamental para fortalecer o nosso compromisso com a iniciativa.”
O evento deste ano acontecerá na primeira semana de dezembro, entre os dias 4, 5, 6 e 7 de dezembro, em Porto Alegre (RS), com a temática “Falta de Planejamento do Território é Ausência de Futuro: Arquitetos e Urbanistas Frente à Emergência Climática e o Mundo do Trabalho”.
FNA debate Athis como instrumento de adaptação climática
